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Quinta-feira, 16 de Setembro de 2010

A minha rua

Até vir estudar para Lisboa, morei na "terrinha"!

Nasci e cresci numa rua. Não numa avenida, nem numa praceta, como aqueles que cresceram na cidade.

Nessa rua, as crianças brincavam sozinhas, sem medos de raptos, atropelamentos, ou roubos.

Não era necessário o olhar constante de um adulto.

Brincávamos ao elástico, às escondidas e à Mamã-dá-licença.

Os carros passavam devagar.

Nessa rua, éramos felizes. Todos!

Os vizinhos eram quase família (alguns eram mesmo primos!), daqueles a quem vamos mostrar os sapatos novos, assim que os compramos.

Nessa rua, podíamos ir pedir cebolas ou azeite, quando não tínhamos. E que mal tinha?

Nessa rua, os carros eram estacionados à porta dos respectivos donos, sem preocupações de parquímetros ou falta de estacionamento.

Nessa rua, éramos felizes. Todos!

Nessa rua esfolei joelhos, braços e canelas.

Caí e levantei-me. Chorei e ri. Aprendi a andar, a correr, a saltar.

Nessa rua fiz amigos que mantenho hoje, e hei-de manter para sempre, concerteza.

Nessa rua havia crianças felizes. Que iam a festas de anos umas das outras. Que faziam barulho, a brincar e a "brigar".

Nessa rua, éramos felizes. Todos!

 

Depois dessa rua, já morei em tantas outras....Tantas!

 

Mas essa rua, é para mim "A" rua!

Aquela que, há-de ser sempre minha de alguma maneira e que guardo com muito carinho numa caixinha de memórias, dentro do meu coração!

 

(e a rua lá continua, mas....não é a mesma coisa....)

 

 

 


publicado por Pipoca às 21:21

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9 comentários:
De *fli a 16 de Setembro de 2010 às 21:53
magnífico Post Filipinha!!!!
...bateu uma saudade - das cumplicidades, dos esquemas, das invenções e sobretudo da simplicidade e descontração dessa época!
... mas deu também uma tristeza, porque uma infância super feliz como esta dificilmente poderemos/conseguiremos dar aos nossos filhos! =S


De Pipoca a 16 de Setembro de 2010 às 21:59
E o que chorei a escrever isto??
Bateu cá uma nostalgia....
Sim...será difícil "dar" uma infância assim aos nossos filhos, mas foi por isso que vim viver para o campo, novamente.
Aqui, há sossego, ouves os pássaros e vês cabras e ovelhas ;)

Tens que vir conhecer a palhota, para perceberes!


De *fli a 16 de Setembro de 2010 às 22:49
(e eu com vergonha de aqui revelar a lagriminha no canto do olho)
Uma mão cheia de doces recordações que agora me trouxeste...
...lembrei-me das noites de verão em que ficávamos sozinhos na rua a contar histórias de lobisomens, a jogar à sirumba, ao "cá-vai-ai", ao lenço e tantos outros!
...dos ralhetes da minha mãe por eu passar a vida a cair e insistir em esfolar os joelhos sem nunca dar tempo da anterior esfoladela estar cicratizada e conseguir a proeza de esburacar os joelhinhos até à morte, com direito a cicatrizes para o resto da vida =D
... do giz que roubávamos à Sra. Professora para desenhar no alcatrão...o alcatrão que palmilhava sempre descalça, em jeito masoquista, mas que era uma sensação de liberdade como nenhuma outra!
...os pirilampos que apanhávamos, as "azedas" que chupávamos, as papoilas fechadas que abríamos para ver se era "galo", os ovos podres que íamos buscar ao aviário para cozinhar os famosos bolos de terra, as fogueiras - o cheiro a alecrim e rosmanhinho e as Marchas Populares que fazíamos na nossa rua, os passeios de bicicleta, as noites de carnaval a assustar/importunar os vizinhos, o musgo que apanhávamos de entre as pedras do passeio para o presépio de Natal...
...e jamais esquecerei as conversas sem fim, os sonhos, as brigas e as gargalhadas estridentes - sentados no passeio, da nossa Rua!
... uma mão-cheia de alegria!


Mas também a minha rua perdeu essa LUZ! =S

( a Rua que nos viu crescer é hoje espaço de encontro das mães que viram os filhos sair da terra, e que aguardam ansiosamente a sua visita - dos filhos e dos netos - com a esperança que agora estes devolvam as gargalhadas estridentes que pertecem à Rua, mesmo que só por umas horas...)


... =S ... mas tal como disseste será sempre "A" nossa rua, o nosso "Porto de Abrigo Emocional "... =D

*obrigada plo teu Post!*

(dsclp a extensão do desabafo...isto das memórias de infância fez-me ....perder o controlo, ihih!
mas essa da palhota partiu-me toda!!! um dia fazemo-nos visitas guiadas =D sempre quero conhecer "A" Rua do s teus filhos... ;D mas ainda antes disso temos é de ir ...àquele outro spot... em CdO... ando a sonhar com isso!!!! ehehe)
***


De Pipoca a 16 de Setembro de 2010 às 23:18
Há tanto por dizer, quando se tem uma infância rica, gorda, cheia de alegrias =)
Tanto por dizer. Tanto por contar.
Quando mais se fala, mais nos lembramos do que passámos.
Num passado tão distante, mas ao mesmo tempo aqui tão perto.
E agora, damos por nós, no limbo....entre a juventude e a idade adulta à séria.
Sim, porque quando passares a barreira psicológica dos trinta, vais perceber isto!!! Que já não te sentes assim tãããooo jovem...
lol

Siiiim, temos que ir a CdO, asap!
;) Tb penso nisso muitas vezes!!!!!


De ximi a 16 de Setembro de 2010 às 23:46
Saudades...

:(


De Ana Margarida a 17 de Setembro de 2010 às 11:39
É verdade Filipa! Passámos bons momentos na nossa rua. Lembras-te dos vizinhos Adelaide e Zé Girão?! E quando nos deu na tonteira de fazer o dossier com nomes que nos entretinhamos a copiar da lista telefónica e depois todos os dias os contávamos para ver quem tinha mais?! E as vezes que jogámos com a bola de ténis contra as paredes?! Foi na nossa rua que comecei a andar no teu 1º aniversário. Erámos chamadas pelos vizinhos por "sorte grande e a terminação". Bons tempos...


De Pipoca a 18 de Setembro de 2010 às 00:53
Pois é, Ana!

Tu, fazes parte dessas boas recordações que guardo :))


De Anónimo a 17 de Setembro de 2010 às 12:22
Pipoca... tu choraste a escrever, eu chorei a ler!! Que memórias tão boas dessa rua...!!! Mts beijinhos


De Pipoca a 18 de Setembro de 2010 às 00:54
Anónimo...quem és?
:o)


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